
São Paulo, 17 de dezembro de 2012.
Apesar do apelido, hoje ardiam os topos da selva de pedra e a cuca de quem parecia ser íntima do inferno. E mesmo com o brilho ofuscante daquele sol as cores da cidade se decompunham num gradiente de tons de cinza acima e abaixo da terra. Nas raízes os tons se acentuavam num mosaico de expressões sérias, olhares frios, passos pesados. Em alguma estação do metrô da cidade da garoa a garota roubou as cores quentes daquele dia. Fazia dos corredores de concreto sua passarela e das pessoas observadores da antítese geográfica e dos grandes olhos negros no vermelho esnobe a nos fitar.


