9.5.11

Cores primárias, secundárias, complementares, luz e pigmento

Cor primária 

Não há base para sua classificação. A explicação para que as cores primárias¹ sejam o magenta, o ciano e o amarelo, está no fato destas serem consideradas cores mais puras, pois não são obtidas através de misturas, e de que a combinação delas pode gerar diferentes tonalidades. 

Do ponto de vista psicológico, as cores primárias predominam na ordem de percepção, absorvendo maior atenção do observador. Elas se comportam como ponto referencial, sendo todas necessárias para criação de apoio e equilíbrio completo num plano pictórico. Essas cores exercem forte influência quanto à atração ou repulsão de uma imagem. 

Enquanto que a presença das primárias sugere equilíbrio e dinamismo à imagem, a ausência de uma, proposital ou não, indica passividade, a sensação de estático. 



Cor secundária 


As cores secundárias² representam os matizes intermediários das cores primárias. São elas: o vermelho-alaranjado, o verde, o azul-violeta. 

²Cores secundárias

A utilização dessas cores diminui o choque causado pelas cores primárias e quanto maior sua extensão, maior a suavidade da imagem que a utilizar. 



Cor complementar


Como cada cor primária necessita da soma das duas outras primárias para complementar a síntese, e a soma destas outras primárias dá origem a uma secundária, a primária e essa secundária são consideradas complementares. 

Quando primárias as cores, seu reflexo ou pós-imagem será de uma secundária e vice-versa³. O complementar da cor verde, por exemplo, é o vermelho. Isso ocorre porque o verde é formado pelo azul e o amarelo. A visão busca o equilíbrio das cores primárias ao provocar reflexos avermelhados. 


³Cores complementares 

O efeito visual dos grupos complementares é de indução mútua, no sentido de uma completar outra, isto é: uma cor, dependendo de seu contexto, provoca reflexos de sua complementar ao redor de si, com tendência a fundir-se uma na outra. São dois os efeitos espaciais dos grupos complementares, a tensão e a fusão. Tais efeitos, a depender do caso, podem gerar facilmente a perda de visibilidade ou legibilidade. Isso ocorre porque essas cores tendem à unidade e quanto maior sua saturação menor será o tempo de fixação da atenção do observador, pois a mensagem se torna cansativa. 

As cores terciárias (anil, violeta, vermelho-azulado, laranja, verde-amarelado, verde-azulado), formadas pela junção entre secundárias e primárias, são sempre complementar a outra terciária. 



Cor luz 


A combinação de cor luz é conhecida com síntese aditiva4. Nela ocorre a mistura de luzes de comprimentos diferentes para se alcançar um novo matiz. 

4Síntese Aditiva 



A adição ou superposição do verde sobre o vermelho-alaranjado resulta em amarelo; a superposição do verde e azul-violeta é igual a azul esverdeado; a adição cromática do azul-violeta e vermelho-alaranjado produz o vermelho magenta. Como aqui as cores são originadas através da decomposição da luz branca, logicamente a cor branca é obtida pela mistura de todas elas. As cores primárias na síntese aditiva são o vermelho, o azul e o verde. 



Cor pigmento 


A mistura de cor pigmento é conhecida como síntese subtrativa5, pois se constitui como um processo em que um pigmento anula ou subtrai o outro. Suas cores primárias são a magenta, o cyan e o amarelo. Sua síntese tem como resultado a cor preta. 


Na síntese subtrativa temos: azul-esverdeado (cyan) + amarelo = verde; amarelo + vermelho magenta = alaranjado; vermelho magenta + azul (cyan) = azul-violeta. (TISKI - FRANCKOWIAK, 2000, p.119) 

A diferença entre os dois processos está relacionada à forma como o objeto emite ondas da sua superfície. A absorção e emissão dessas ondas dependem diretamente do material de cada objeto. 

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FRASER, Tom; BANKS, Adam. O guia completo da cor. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2007. 

GUIMARÃES, Luciano. A cor como informação: a construção biofísica, lingüística e cultural da simbologia das cores. São Paulo: Annablume, 2000. 

TISKI-FRANCKOWIAK, Irene T. Homem, comunicação e cor. São Paulo: Ícone, 2000.

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